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 Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu

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Wesley de Holanda



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MensagemAssunto: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política"   Seg Ago 31, 2009 9:49 pm

Estou criando esse tópico para todos os grupos poderem postar o seu resumo do texto "Uma Introdução à Economia Política"
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Wesley de Holanda



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Seg Ago 31, 2009 9:54 pm

Resumo

No decorrer da história, a expressão economia política já adquiriu vários significados. Etimologicamente economia política significa administração do patrimônio da cidade. Porém essa expressão não é mais usada apenas nesse sentido. O que primeiro a utilizou com um sentido mais atual foi Antoine de Montchrestien.
A economia política como ciência econômica nasce no século XVIII, a partir do surgimento do modo de produção capitalista. Nas sociedades pré-capitalistas a produção estava absolutamente subordinada ao consumo. Porém esse consumo não tinha grande importância por si só, sendo apenas uma simples condição para o desenvolvimento das atividades sociais, como a cultura e a guerra. Com o surgimento do capitalismo as relações de troca começam a refletir as relações de produção, refletindo também os custos reais de produção, tanto que Adam Smith entendeu a economia política como uma teoria da produção e do crescimento econômico.
O estudo da economia política dividiu-se em duas correntes principais, a economia política dos clássicos ingleses e a crítica da economia política marxista. No período inicial do capitalismo, quando havia a necessidade de derrubar completamente o antigo sistema feudal, a economia política burguesa fez uma análise crítica desse antigo sistema, mostrando como ele era maléfico para o progresso econômico e social. Porém depois da ascensão da burguesia, a economia política burguesa perdeu o caráter crítico e adquiriu grande conteúdo apologético, a fim de apenas confirmar o sistema burguês então existente. Nesse contexto surgiu a economia política marxista, com a finalidade de retomar a análise crítica da sociedade, para que a classe operária reagisse contra a burguesia, tomando assim o poder.
Com Jean-Baptiste Say, ao apresentar a “teoria dos três fatores de produção”, surge a perspectiva subjetivista-marginalista. Essa perspectiva busca analisar a economia de um modo estritamente matemático. Desse modo de análise surge várias conceitos, como o princípio da utilidade marginal decrescente e a teoria subjetivista do valor. Para fazerem essa análise estritamente matemática, definem a economia como sendo, nas palavras de Robbins, “a ciência que estuda o comportamento humano enquanto relação entre fins e meios escassos suscetíveis de usos alternativos”.
Existem várias críticas a essa concepção de ciência pura, que pretende ser a economia com a perspectiva subjetivista-marginalista. Stoffaës, de modo oportuno, disse que “há sempre uma profissão de fé escondida quando uma doutrina se proclama ideologicamente neutra”. O pesquisador, conscientemente ou inconscientemente não conseguirá ser completamente neutro. Contra essa abordagem estritamente matemática da economia, estudiosos afirmam que a economia é uma ciência sociológica, pois estuda as relações sociais de produção e distribuição. Dessa forma, a economia política é ainda mais uma ciência social, por estudar os aspectos em que a economia afeta a sociedade.

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Alessandra



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Ter Set 01, 2009 6:15 pm

Economia política significa, etimologicamente, administração do patrimônio da cidade,porém a noção que temos hoje é diferente desse significado.Atualmente,ela é concebida como uma ciência que considera a produção e a distribuição da riqueza como objeto de estudo e não pode se desvincular das interpretações históricas.
E a ciência econômica nasce em meio a uma série de transformações políticas,econômicas,culturais,filosóficas,dentre outras,onde a sociedade feudal estava dando lugar a uma nova sociedade capitalista,ávida por lucros e transformações que visasse os seus interesses.As relações de troca passaram a refletir as relações de produção,os trabalhadores puderam dispor livremente da sua força de trabalho,surgindo assim,o trabalho assalariado.A revolução industrial inseriu o processo coletivo de produção,divisão do trabalho e, consequentemente, teve um aumento da produtividade.O renascimento e a expansão marítima também vieram contribuir para que ocorresse uma verdadeira transformação no modo de pensar e viver das pessoas.
Os filósofos do século XVIII proclamaram o conceito de ordem natural,que era regida por leis soberanas e eternas,sendo que essas idéias serviram apenas para justificar o capitalismo nascente.E baseada na filosofia da lei natural,a economia política clássica usou os princípios da natureza e da razão humana para legitimar o enriquecimento capitalista.
Surgiram duas grandes correntes acerca da ciência econômica: a clássica marxista e a subjetivista-marginalista.A primeira sustenta que as leis que controlam a distribuição do excedente estão ligadas aos princípios que abarcam o sistema de produção e a segunda é caracterizada por reduzir a vida econômica ao mercado,afirmando-se como ciência pura e positiva.
A burguesia estava utilizando a economia política para conseguir os seus próprios objetivos,sem haver uma preocupação maior com a análise científica da evolução econômica da sociedade,ou seja,convertia-se em ideologia.Com isso,os autores marxistas começaram a criticar essa visão de mundo,afirmando que ela não atendia aos interesses do proletariado,pelo contrário,procurava explorá-lo.Então,a ciência econômica marxista buscou alertar aos trabalhadores sobre o conhecimentos das leis de funcionamento e das perspectivas futuras do capitalismo,para que eles pudessem derrotá-lo,instalando assim, uma sociedade mais igualitária.
Os autores marxistas assumiram o caráter de classe que as suas teorias envolviam,contudo isso não prejudicava o caráter científico delas,pois procuravam explicar a realidade e não mistificá-la,como as teorias burguesas.A economia política marxista era teórica,porque estudava as leis dos diversos modos de produção,assim como apresentava uma orientação sociológica,pois toda produção era social.
Já a perspectiva subjetiva marginalista,ao contrário dos marxistas,ignorava as classes sociais e suas influências e via a economia como a ciência da escolha,que faz uso da razão,aplicando-se a todos os tipos de sociedade.
Porém a economia política não é uma ciência pura,matemática e formal,pelo contrário,ela é uma ciência humana e como tal,deve pressupor uma concepção do homem,colocando-o sempre no centro das suas discussões enquanto ciência.


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Natanael



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MensagemAssunto: Uma Introdução a Economia Política RESUMO   Ter Set 01, 2009 7:28 pm

Economia Política

A origem da expressão economia política encontra-se na Grécia onde essa expressão tinha por significado a administração do patrimônio público. A ciência econômica tem origem na ascensão do capitalismo, é verdade que muito antes dele vários autores formularam teses sobre a economia, porém essas teses encontravam-se fragmentadas em temas diversos, longe de constituírem uma ciência econômica autônoma.
Com a revolução burguesa que é também uma revolução racionalista e ligada a revolução cientifica e ao método cientifico, substitui-se o trabalho servil pelo trabalho assalariado, O capitalista então se torna dono dos meios de produção. A revolução industrial traz consigo o processo coletivo de produção, a divisão interna do trabalho, o aumento da produtividade e a multiplicação da produção efetiva dos bens. O processo econômico ganha autonomia até do poder político. É nesse ambiente que verdadeiramente a economia política tem origem. A economia política clássica foi, conscientemente, um instrumento ao serviço da transformação da realidade social, que contribuiu para a queda da sociedade feudal. Porém Fica evidente que a economia política nasceu subordinada a nova ideologia burguesa.
Com a ascensão do capitalismo como o novo sistema econômico, a economia política científica deixava de ser útil à burguesia. A economia política burguesa então se omite em fazer uma análise científica da evolução econômica da sociedade e transforma-se então em ideologia mistificadora, com o advento das escolas subjetivistas e da escola histórica (revolução marginalista), que ignora a conflitualidade social e reduz a vida econômica ao mercado, servindo como instrumento de defesa da burguesia contra o proletariado ao entender o capitalismo como sistema social definitivo e regido por leis naturais e universais.
Segundo Marx visto que a economia política burguesa transformou-se em ideologia, é o momento de a classe operária e os intelectuais a ela ligados efetuarem o desenvolvimento científico da economia política, transformando-a em ciência do proletariado e propiciando a classe operária a compreensão de sua condição de classe explorada e a compreensão do seu papel de classe transformadora da sociedade.
Os autores marxistas defendem que a economia política é uma ciência de classe e dividem a economia política burguesa em varias fases.
1. Período de análise científica da realidade econômica: período de ascensão da burguesia, em que esta era progressista.
2. Período de controvérsia e cisão: período seguinte a ascensão da burguesia, surge o proletariado, dando inicio a uma luta de classes, provocando uma nova orientação da economia política.
3. Período de caráter apologético: consolidação da burguesia como classe dominante. Intensificação das lutas entre a burguesia e o proletariado.
4. Período de pragmatismo: período pós-crise de 1929, onde a economia política adquire um sentido pragmático, assegurando e consolidando o capitalismo.
A economia política como trata do governo dos homens, corre o risco de se transformar em ideologia, o risco de servir de instrumento de propaganda às ambições dos homens. Em toda atividade de investigação há sempre uma direita e uma esquerda com perspectivas conservadoras e revolucionárias, conclui-se que um economista não pode negar que o seu trabalho de investigação sofre influencias internas e externas.

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Rebeca



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Ter Set 01, 2009 7:48 pm

A economia política é uma área do conhecimento discutida desde a antiguidade. Porém, somente a partir do século XVIII, a economia política foi trabalhada de forma autônoma em um contexto de uma revolução burguesa e do pensamento racional, com a contribuição dos pensamentos de Descartes e Bacon. Antes do advento do capitalismo como sistema econômico, a economia era tratada como um tema entrelaçado no meio de discussões políticas, ideológicas e morais ou uma forma de ampliar o poder político (caso do mercantilismo). Com o capitalismo e destacando o evento da Revolução Industrial, a economia é tratada como uma ciência dotada de leis próprias, conceito difundido por Adam Smith com a defesa do liberalismo econômico cuja defesa da teoria era legitimada pela natureza e pela razão, condizente com os valores da época. O capitalismo se consolidou sobre o sistema feudal que era marcado pela estabilização do capital, enquanto a burguesia fazia o capital se desenvolver e crescer, ou seja, a burguesia assumia o papel de trabalho produtivo.
No entanto, com a consolidação do capitalismo, surgiu também a política antagônica a esse sistema: o socialismo. Um dos teóricos críticos do capitalismo é Marx que entendeu o capitalismo como uma fase passageira e que o socialismo é o sistema do futuro, com a conciliação entre proletariado e empresários. O socialismo vai ganhar força com a tomada de consciência pelo proletariado do seu papel reduzido e mal-remunerado pela exploração da burguesia, inicia-se, pois, uma guerra entre a burguesia e o proletariado, cada classe apoiada por uma ideologia própria. Dessa forma, desenvolveram-se conceitos da economia política e críticas aos diversos sistemas econômicos. Marx, David Ricardo e Adam Smith foram os autores de destaque na construção da idéia de uma economia política como uma ciência complexa e evidentemente influenciada pelo aspecto histórico, cultural e social.
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Diego Reis



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Ter Set 01, 2009 10:07 pm

A ciência econômica, propriamente falando, nasce no século XVIII, com o capitalismo emergindo como sistema produtivo, em contraposição à velha sociedade feudal. Antes, a economia não era autônoma: era usada apenas com fins morais ou religiosos para, no caso mercantilista, aumentar o poder político do soberano e do estado. Ao consolidar-se, a Economia Política empenha-se em aplicar ao estudo das relações entre os homens o método científico do racionalismo. Desta forma, ocupa-se em descobrir as ''leis naturais'' que regulam o processo de produção e distribuição do produto social.. Essa primeira visão é a perspectiva clássica.
A chamada perspectiva clássica-marxista da economia se apresenta através das chamadas economia política dos clássicos ingleses (ou liberalismo) e a crítica da economia política desenvolvida por Marx, base teórica para o socialismo científico. O trabalho dos clássicos ingleses se deu através de obras de caráter ideológico, que tinham como objetivo atacar a chamada ordem feudal, e dar suporte à burguesia em ascensão. A crítica marxista se dá no fato de a burguesia ter se instalado como classe dominante, o que gerou um conflito com o proletariado, que passa a se subordinar aos interesses burgueses. Portanto, a economia política para Marx, seria nada mais que um meio do qual a burguesia se utiliza para enriquecer, e questiona os benefícios que a classe operária teria em tal processo. Seria, portanto, uma ideologia, que deveria ser combatida através da luta de classes.
Por essa visão, a Economia Política marxista assume não só o papel de ciência de classe, mas também de ciência teórica, histórica, baseada na concepção materialista dialética, e social, ao dizer que o objeto de estudo dessa ciência são as relações entre os homens no processo de produção e as forças produtivas, conjunto por ele denominado de modo de produção.
A perspectiva subjetivista-marginalista da ciência econômica define esta através dos conceitos de escassez e de escolha. O homem, enquanto ser racional, deve guiar suas escolhas visando os melhores resultados possíveis, através de meios mínimos. Desse modo, a Economia passa a ser uma ciência formal, a ciência da escolha.
A Economia é uma ciência humana, apresentando alguns problemas derivados disso. Isso porque a própria escolha dos temas estudados e os ângulos de visão fazem com que seja impossível uma completa imparcialidade do cientista econômico.
Quanto ao desenvolvimento da Economia Matemática, a maior parte dos estudiosos considera ela apenas como um ramo da matemática aplicada. Dessa forma, muitas vezes ocorre a perda do foco do objeto da Economia Matemática, distanciando-se de ser uma ciência social. O economista deve, portanto, dominar outros ramos do conhecimento como a História e a Filosofia para compreender o homem em sua totalidade.
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Maria Clara



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Ter Set 01, 2009 10:25 pm

Do grego, o vocábulo economia deriva de oikos(casa) e nomos(ordem), a economia inicia-se na Grécia Antiga(Aristóteles), configurando-se de modo mais próximo à contemporaneidade no século XVIII, contexto de nascimento do capitalismo e florescimento de uma nova mentalidade. Antes estava ligada a uma concepção teológica, metafísica e era meio para a conquista de interesses particulares, sem uma visão geral das necessidades sociais.
Acompanhando a revolução racionalista, a economia política compreende a sociedade civil como um sistema regido por leis naturais que podem ser descobertas via investigação, utilizando-se da razão. Tais leis apresentam-se imutáveis, pois são leis físicas e fixas. Esse pensamento vinculava o desejo de enriquecer a princípios universais, resultantes da natureza e razão humana, portanto inerentes a eles servindo como instrumento de justificação moral para a sociedade capitalista, evidenciando a ideologia burguesa.
Na definição e busca pela compreensão da ciência econômica confrontam-se a perspectiva marxista (o conceito de excedente social) e a subjetiva-marginalista (purista e positivista). A perspectiva clássica marxista compreende a economia clássica dos ingleses, em que a Economia política serve como arma ideológica da burguesia contra a velha ordem feudal, e a crítica da Economia política de Marx, que a compreende como progressista, capaz de desenvolver-se cientificamente apoiada no proletariado.
Segundo os subjetivistas-marginalistas, os principais motores da economia são a escassez e a escolha. Sem levar em conta o anterior entendimento classista de Marx, esta corrente de pensamento avalia apenas o modo como uma sociedade resolve empregar seus recursos escassos para produzir bens variados. Outra conclusão marginalista é a de que a economia não é uma ciência de conclusões finais, e sim mediata. Acerca de suas definições, ainda há o impasse sobre o caráter científico da economia, devido seu status ambíguo(entreposto das ciências humanas e exatas), e nas tentativas de afirmá-la como ciência matematizando-a excessivamente, transformando uma ciência social numa série de equações elegantes, mas initeligíveis inúteis no auxílio à conciliação das relações de produção humanas.


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Pablo Magalhães



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Ter Set 01, 2009 11:05 pm

Antes do século XVIII, a economia era vista apenas como um meio para a realização de fins de ordem moral ou religiosa, não sendo, portanto, considerada autônoma. Mas, é a partir desse século que nasce, verdadeiramente, a ciência econômica, no contexto que já tinha o capitalismo como sistema produtivo, em uma época que houve alterações significativas no processo produtivo, culminando com o advento da Revolução Industrial. Na era burguesa, a ciência econômica ocupava-se da sociedade civil (ou sociedade econômica), tida como um sistema regulado por leis próprias ou naturais.
A Economia política nasceu nesse contexto, enquadrada na nova ideologia burguesa, procurando aplicar o método científico do racionalismo ao estudo das relações entre os homens. Foi Adam Smith, com a famosa Economia Política Clássica, que fez da Economia Política uma teoria da produção e do crescimento econômico, extraindo seus princípios da razão e da natureza.
A partir do momento em que a classe operária reconheceu o antagonismo entre os seus interesses e os interesses da burguesia,esta deixou de ter interesse no desenvolvimento da economia política enquanto ciência orientada para descorberta das leis econômicas do funcionamento da evolução da sociedade capitalista.
A Economia política burguesa, então, trasformava-se em uma ideologia de instrumento de defesa dos seus interesses na sociedade capitalista, contra a ideologia do operariado.
Os autores marxistas distinguem várias fases na evolução da economia política burguesa:
• Um período de análise científica da realidade economica. Período de ascensão da burguesia.
• Um período de controvérsia e de cisão. Aparecimento do proletariado, dá-se início a uma luta de classe entre este e a burguesia.
• Um período de caráter apologético. Período de declínio da economia burguesa.
• Um período de pragmatismo. Após a Grande Depressão de 1929 a 33, a economia política burguesa transfofmou-se numa técnica de consolidaão prática do capitalismo.
A economia política marxista surgiu como crítica da economia política clássica. Enquanto ciência do proletariado, a economia marxista afirma-se um instrumento científico apto à propiciar à classe operária a compreensão da sua posição
de classe explorada na sociedade capitalista e do seu papel hisórico de classe transformadora desta mesma sociedade. A economia marxista passa, nesse sentido, a construir um elemento essencial do socialismo científico.
A Economia Política marxista caracteriza-se também pela sua orientação sociológica. Para Marx, a produção de bens materiais é a base da vida em sociedade, e toda a produção é produção social.
Surge, então, o questionamento: a Economia é uma ciência? Para Hicks, ela está na fronteira da ciência (utiliza métodos científicos, mas analisa dados relativos ao passado) e na fronteira da história (o trabalho do economista se assemelha ao do historiador ambicioso, que procura explicar).
Muitas são as vozes que acusam os economistas matemáticos de praticar o culto da linguagem difícil. Tal ação tornou-se, infelizmente, o caminho mais seguro para se alcançar o sucesso nas carreiras acadêmicas. Um dos mais importantes economistas matemáticos, Wassily Leontief manifestava, na década de 70, a sua crescente preocupação com o fato de os economistas trabalharem com uma realidade imaginária em vez de se aterem a uma realidade observável. Estes, procurando salvar a ciência econômica do partidarismo, reduziram-na a uma técnica matemática puramente formal, excluindo questões que eram a razão de ser da economia política. Esta corre risco se esquecer que é uma ciência social, que o homem deve estar no centro de suas preocupações e não à margem delas.

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Iana



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Ter Set 01, 2009 11:33 pm

A expressão ECONOMIA POLÍTICA tem suas raízes no idioma grego e significa administração do patrimônio da cidade, do patrimônio público. No entanto, no decorrer da história, várias outras definições foram utilizadas para designar essa mesma área do conhecimento. A ciência econômica, propriamente dita, nasceu no século XVIII, com o surgimento do capitalismo como modo de produção autônomo, contrariando o modo de produção feudal. No entanto, para os povos antigos, a economia não era uma ciência autônoma, ela era utilizada para alcançar fins morais ou religiosos. Já para os mercantilistas, sua função básica era aumentar o poder político do soberano ou do estado. Entretanto, com o advento do capitalismo e da Revolução Industrial, a ECONOMIA consolidou-se e passou a ser tratada como uma ciência autônoma, com leis próprias e aplicando o método cientifico do racionalismo para analisar as relações entre os homens.
O fato é que não existe apenas uma visão do que é ciência econômica e duas grandes correntes acerca disso que podem ser destacadas são: a perspectiva clássica marxista e a perspectiva subjetivista-marginalista. Na primeira corrente, o conceito de excludente social é primordial e em volta deste se constrói toda esta perspectiva, enfatizando os problemas e conflitos sociais decorrentes da economia. Contrariamente, a segunda corrente não leva em conta estes conflitos sociais e reduz a vida econômica ao mercado, colocando a ciência econômica como uma ciência pura e positiva. Nas correntes que integram a perspectiva clássica marxista pode se encontrar a economia política dos clássicos ingleses e a critica da economia política desenvolvida por Marx.
O trabalho clássico dos ingleses, em síntese, destaca a economia política burguesa que funcionava como arma no combate aos velhos vínculos que limitavam a iniciativa econômica, mas que punha perante a própria classe burguesa e perante as classes populares a natureza economicamente produtiva da nova burguesia industrial.
Com a ascensão da burguesia, deu-se início à idéia de que a Economia Política é uma ciência de classes e os autores marxistas costumam distinguir algumas fases que coincidem com os estágios do capitalismo: período de análise científica da realidade econômica, período de controvérsia e cisão, período de caráter apologético e período de pragmatismo.
A economia política marxista vai permitir aos operários um esclarecimento das suas condições de explorados e constituir elemento fundamental no desenvolvimento do socialismo científico. A economia política assume-se então como uma ciência de classe, ciência teórica e simultaneamente como ciência histórica e também uma ciência sociológica. A contestação para as idéias de Marx e Ricardo veio com a revolução marginalista. Assim, a ciência econômica tornou-se uma ciência formal.
É a economia política uma ciência? Para alguns a resposta é positiva; consideram a economia uma ciência exata (que por vezes acabam por negar sua atitude de humildade). Para outros, como Hicks, “a Economia está na fronteira entre ciência e a história”. Ao mais, Economia pode ser uma mistura de ciência exata e humana, apresentando “dupla personalidade’’. Não quer dizer que ela vá tratar de assuntos referentes apenas ao homem. É preciso ressaltar que os economistas sofrem a influência dos seus próprios valores e também de valores dominantes.
Em síntese, é muito difícil fazer uma distinção entre ciência econômica e Economia Política (representando um ramo da filosofia social); é mais prático aceitar que elas atuam individualmente e conjuntamente, ao mesmo tempo.

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Pablo Reis Arrais



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Ter Set 01, 2009 11:53 pm

Para saber o que realmente é economia política é necessário saber sua origem etimológica. De acordo com sua origem etimológica grega, a expressão economia política (oikonomia) significa administração do patrimônio da cidade, entretanto adquiriu os mais diversos significados através dos tempos, sendo a mais comumente aceita hoje a de que Economia Política consiste em uma ciência que estuda da influência das instituições da sociedade em todo o sistema de produção. Não se limitando a uma abordagem quantitativa da economia em si. Logo, de um modo mais particular, a economia política estuda os aspectos mais técnicos que envolvem os modos de produção, partindo do ponto de vista do papel do Estado em cada um deles.
Além disso, a ciência econômica é, por natureza, uma ciência prescritiva ou normativa: as suas propostas teóricas têm em vista conseguir os melhores métodos para atingir objetivos públicos ou privados, assumidos como objetivos desejáveis.
Quando, no século XVIII, a burguesia emerge de forma avassaladora, se contrapondo à sociedade feudal, surgindo o capitalismo como sistema produtivo, nasce a ciência econômica. Porém, não é apropriado inferir que em tempos anteriores ao século XVIII não havia aqueles que discutissem temas relativos à economia, havia aqueles que escrevessem livros sobre temas relacionados, mas na realidade tais escritos relacionavam-na a outras áreas, como a política, a ética e o próprio direito, não representando, portanto uma ciência econômica autônoma.
A teoria do valor-trabalho, que considera o trabalho como a única fonte criadora de valor, faz a oposição entre a igualdade e a justiça burguesas e a opressão e os privilégios feudais. As concepções liberais, pos sua vez, tentavam acabar com as sobrevivências feudais e visavam ao desenvolvimento econômico e social da Inglaterra.
A partir do momento em que se percebeu a existência de um antagonismo entre os interesses da classe operária e os da burguesia (classe dominante), esta deixou de ter interesse no desenvolvimento da economia política enquanto ciência orientadora para a descoberta das leis econômicas do funcionamento e da evolução da sociedade capitalista.
A economia política burguesa, então, começou a transformar-se em ideologia, ou seja, num instrumento de defesa dos interesses da classe dominante (a burguesia) na sociedade capitalista, contra a ideologia da classe operária.
Os autores marxistas costumar dividir a evolução da economia política burguesa em 4 fases: 1) Um período de análise científica da realidade econômica, que corresponde ao período de ascensão da burguesia; 2) Um período de controvérsia e de cisão, que surge com o aparecimento do proletariado; 3) Um período de caráter apologético, adquirindo a economia política burguesa um instrumento de defesa dos interesses da burguesia; 4) Um período de pragmatismo, que se iniciaria depois da Grande Depressão da 1929-33.
Outras definições foram feitas, como Economics que revela uma preocupação de formular uma ciência teorética pura.
Atualmente leva-se essa pretensão de ser uma teoria pura, mas numa análise mais aprofundada observa-se a existência de uma análise mais social, histórico-evolutiva que apresenta dois pontos de estudo: os conservadores e os progressistas.
Há a necessidade de definir a ciência econômica, e que atualmente divide-se em duas classificações: perspectiva clássica-marxista e a subjetiva-marginalista. Para a primeira concepção ligada ao processo social de produção (usado para a transformação da realidade social) e o segundo ligado a uma ciência pura relacionada à harmonia social (contrária à ideologia doutrinária de Marx).
O autor conclui defendendo que a economia política não deve ser abordada como uma técnica enquadrada em princípios meramente matemáticos. Por envolver questões políticas a ciência deve ser tratada dentro da esfera política social. As realidades econômicas, o processo econômico em toda a sua complexidade, devem ser analisados no contexto social, político e jurídico em que se inserem.

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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Ter Set 01, 2009 11:54 pm

A expressão economia política tem sua origem na Grécia, etimologicamente significando "administração do patrimônio da cidade" (de oikonomia – oikos = casa, patrimônio; nomos = ordem, administração - e politica = relativa à polis). Foi adotada pela primeira vez, mas não no sentido original, por Antoine de Montchrestien, um mercantilista francês. Recebeu outras designações para tentar traduzir as questões que aborda, mas a mais usada foi mesmo economia política. A partir de 1890, entretanto, generalizou-se com a designação economics, onde preocupou-se em apresentar a disciplina como teoria pura.
A ciência econômica nasce no século XVIII. Antes dele, a economia era vista como um simples meio ao serviço da realização de valores ou fins de ordem moral ou religiosa. Foi com Revolução Industrial que nasceu a Economia Política empenhada em aplicar ao estudo das relações entre os homens o método científico do racionalismo (objeto de estudo: descobrir as leis naturais que regulam o processo de produção e distribuição do produto social).
Duas grandes correntes acerca da ciência econômica: a perspectiva subjetivista-marginalista e a perspectiva clássica-marxista (integrada pela economia política dos clássicos ingleses e a crítica da economia política desenvolvida por Marx).

A economia política marxista surgiu como crítica da economia política clássica e centra a sua atenção no processo de desenvolvimento das forças produtivas no quadro da sociedade capitalista, processo que significa por um lado, a crescente concentração e centralização do capital e, por outro lado, a afirmação e o desenvolvimento do proletariado.
A partir do momento em que a burguesia se instalou como classe dominante e a nova classe operária começou a ganhar consciência de sua própria posição no processo produtivo social e do antagonismo entre os seus interesses e os interesses da burguesia, a economia política começava a pôr em causa o caráter de leis naturais das leis econômicas específicas do modo de produção capitalista. A economia política científica deixava de ser útil à burguesia e perdia então o seu caráter de análise científica da evolução econômica da sociedade e transformava-se em ideologia.

Lionel Robbins afirma que “A economia é a ciência que estuda o comportamento humano enquanto relação entre fins e meios escassos susceptíveis de usos alternativos”.
O autor questiona se a Economia é uma ciência. Alguns outros autores colocam-na como uma ciência sem epítetos (exata). Hicks defende que ela esteja na fronteira da ciência e da história, uma vez que analisa informações do passado, utilizando métodos científicos. Weisskopf define-lhe como ciência social, pois ela trata da condição humana.

Os economistas, enquanto cientistas sociais, não podem ignorar que o seu trabalho de investigação sofre sempre a influência dos seus próprios valores e também dos valores dominantes. O fato de as teorias econômicas serem elaboradas tendo em vista determinados fins e serem utilizadas ao serviço de determinados objetivos de natureza politico-ideológica não lhes retira, só por si, o seu caráter científico.
Muitos autores criticam os economistas porque estes, com o advento da tecnologia matemática na análise econômica, viciaram-se em escrever seus textos matematicamente.


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Ian Barbosa



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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Qua Set 02, 2009 12:00 am

A expressão economia política, etimologicamente, significa administração do patrimônio da cidade. Essa é a designação tradicional nos países francófonos, enquanto que nos de língua inglesa utiliza-se apenas o termo Economia. Alguns pensadores colocam que Economia equivaleria à “economia científica”, enquanto que Economia Política à “economia ideológica”.

A ciência econômica nasceu no séc. XVIII, com o advento do capitalismo como sistema produtivo. Desde essa época, Adam Smith fez da Economia Política uma teoria da produção e do crescimento econômico.

A economia política clássica foi um importante instrumento a serviço da transformação da sociedade, contribuindo para a derrocada da sociedade feudal.

A economia política perdeu seu caráter de análise científica da evolução econômica da sociedade e transformou-se em uma ideologia, defendendo os interesses da classe dominante na sociedade capitalista, contra a ideologia da classe operária.

Calcados na idéia de que a Economia Política é uma ciência de classe, os autores marxistas costumam distinguir várias fases na evolução da economia política, grosso modo, da seguinte maneira: período de análise científica da realidade econômica, período de controvérsia e cisão, período de caráter apologético e período de pragmatismo.

Enquanto ciência do proletariado, a economia política marxista afirma-se como um instrumento científico apto a fazer com que o operariado compreenda sua posição de classe explorada e seu papel histórico de classe transformadora dessa mesma sociedade capitalista.

A economia política marxista estuda as relações de produção, na sua interdependência com as forças produtivas, sendo que este conjunto constitui o modo de produção. A economia política marxista é também, em certo sentido, uma ciência sociológica.

Os alicerces da perspectiva subjetivista-marginalista são construídos com Jean Baptiste-Say, quando o mesmo apresenta a teoria dos três fatores de produção. A contestação radical, especialmente da teoria do valor-trabalho foi a chamada revolução marginalista, que teve diversos precursores, que enunciaram de maneira independente o princípio da utilidade marginal decrescente e a teoria subjetiva do valor.

A Economia está sofrendo forte influência da matemática. De muitos lados vem a crítica de que a quantificação deve dar lugar à compreensão, pois a Economia é, não obstante, uma ciência social, o que justifica a perca de rigor e precisão na análise em detrimento da introdução de políticas mais praticáveis.

O mais grave é que a “revolução matemática” na Economia acabou em inversão de papéis: em vez de ser o objeto da ciência econômica, a matemática acabou por condicionar a substância e o conteúdo da análise econômica.

A ciência econômica utiliza modelos que simplificam a realidade. Porém, esses modelos não devem estar voltados apenas para o lado matemático, posto que o homem deve estar no centro de suas preocupações enquanto ciência.

Conclui-se que a ciência econômica nunca pode ser uma ciência perfeitamente pura, não penetrada de valores humanos.

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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Qua Set 02, 2009 5:31 am

Resumo "Uma Introdução a Economia Política"


A economia política clássica surgiu e desenvolveu-se como ciência da burguesia, num período em que a burguesia ascendente, em luta para ocupar a posição de classe dominante era a classe em condições de analisar objetivamente a sociedade e os mecanismos da economia.
Interessa, nesta obra, problematizar a noção de ciência econômica enunciando e mostrando o significado das principais perspectivas analíticas em confronto num debate sempre aberto. Atualmente duas grandes correntes acerca da ciência econômica perfilam-se: a corrente clássica-marxista e a subjetiva-marginalista.
A primeira tem no conceito de excedente social o seu núcleo essencial. Procura explicar como esse excedente se distribui entre as várias classes sociais, em sociedades caracterizadas pelo conflito social. Desde os fisiocratas se constrói a idéia de que os principios que regulam essa distribuição estão ligados as regras de relações sociais de produção.
A segunda corrente assenta-se numa concepção atomística da sociedade, não inclui as classes sociais na análise econômica, reduz a vida econômica ao mercado e procura se afirmar como ciência pura em contraposição à econômia política ideológica e doutrinária.
A economia política Marxista centra a sua atenção no processo de desenvolvimento das forças produtivas no quadro da sociedade capitalista que gerará a agudização dos conflitos de classe até que a classe operária tenha condições para remover a contradição entre o desenvolvimento das forças produtivas e a natureza das relações de produção, impondo a sua própria emancipação mediante a expropriação dos expropriadores e o consequente desenvolvimento de novas relações de produção.
Atualmente a perspectiva marginalista é a dominante nos meios acadêmicos ligando-se as proposições da economia a principios universais do comportamento humano assume-se a ciência econômica então como a-histórica, ou seja, obedece sempre ao mesmo princípio de racionalidade não importa o contexto.
Mas será a Economia realmente uma ciência? Hicks enuncia que "a economia está na froteira da ciência e na froteira das história." Baumol e Blinder escreveram que embora rigorosa ciencia social é mais social que cientifica. A influencia filosofica e politica sobre a economia, no entanto, não pode por cabo a validade cientifica dos resultados do seu trabalho de inverstigação.
A tentação cientista que procura afasta a "ciência econômica" da Economia Política enquanto ciencia social, acabou por transformar-se numa armadilha, enredando a disciplina nas malhas de uma "concepção absolutista". Para remediar a dificuldade de experimentação natural foram concebidos modelos matemáticos que se consideram representarem o funcionamento real da economia. A economia política corre riscos de se esquecer que é uma ciência social e tem na sua base problemas políticos, que têm de ser resolvidos na esfera política.

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MensagemAssunto: Resumo   Qua Set 02, 2009 2:27 pm

Inicialmente, o autor conceitua economia política, passando primeiro pela etimologia e usando, posteriormente palavras de outros autores para defini-la. Em um segundo momento, faz um histórico da Economia Política ao longo do tempo, mostrando o momento em que a disciplina assumiu caráter predominantemente teorético e ressaltando o caráter ideológico que muitos atribuem à Economia Política e que esta não constitui um paradigma autônomo.

Após tais considerações, o autor contextualiza o surgimento e a evolução da ciência econômica, colocando seu surgimento no séc. XVIII, com o aparecimento do capitalismo, quando as relações de produção passaram a exercer papel de destaque nas trocas, então a disciplina consolidou-se como ciência autônoma. Nesse momento, o autor situa as correntes mercantilista, predominante no Antigo Regime e que pregava a intervenção estatal na economia, e a fisiocrata, que teve Adam Smith como seu expoente e dizia que o mercado se “auto-regulava” não precisando de intervenções.

Em seguida, o autor apresenta duas correntes de pensamento a clássica-marxista, fundamentada no conceito de excedente social, e subdividida em clássica (usada pelos economistas clássicos para justificar o capitalismo burguês) e marxista (mostra a exploração do proletariado e apresenta seu papel transformador) e a subjetivista-marginalista, nascida com a revolução marginalista, que desconsidera as classes sociais em sua análise e ignora os conflitos entre as mesmas, estabelecendo, dessa maneira, uma visão atomística da sociedade. Esta última colocou a escassez como o problema econômico e enunciou princípios, como da utilidade marginal decrescente.

Ao indagar sobre o fato da economia constituir-se como ciência, o autor cita o caráter duplo que esta disciplina assume, o científico e social, apesar de alguns autores negarem o caráter positivo desta ciência. Nesse momento, faz-se uma crítica à valorização excessiva do caráter matemático atribuído, que omite à verdadeira compreensão dos fenômenos econômicos.

Por fim, o autor conclui sintetizando que a ciência econômica possui três funções, a compreensão da economia, formular propostas para sua melhora e justificar o critério para tal melhoria.

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MensagemAssunto: Re: Resumos do texto "Uma Introdução à Economia Política&qu   Sex Set 11, 2009 12:48 pm

A origem da expressão “economia política” vem do grego e significa administração do patrimônio da cidade. No entanto ela só foi utilizada com seu significado atual ela primeira vez no sec. XVII por Antoine de Montchrestien,mercantilista francês em sua obra “Traité d’Economie Politique “(1615).
Aos poucos foi surgindo e evoluindo como disciplina e se diferenciando de “Economics”, sendo esta uma ciência teorética pura (positivada), e se mantendo como Economia Política, que se apresentava como mais ideológica(normativa). Outro ponto marcante é no que tange a “leitura” da realidade ou a proposta política, pois enquanto a Economia veicula aceitação de status quo, a Economia Política aceita a perspectiva de transformação da sociedade tendo como objeto dela a interpretação histórica, pois as idéias econômicas estão intimamente ligadas a um produto de seu tempo e lugar e não podem ser distanciadas do mundo a sua volta.
Antes do sec. XVIII, a economia era vista como um simples meio a serviço de realização de valores, fins de ordem moral ou religiosa. Nas sociedades pré-capitalistas, a produção estava em absoluta subordinação ao consumo. Então, com o advento do capitalismo as relações de troca passam a refletir a relação de produção e por elas são determinadas, destacando-se Adam Smith que fez da Economia Política uma teoria da produção e do crescimento econômico se desvinculando dos ideais antigos.
O processo econômico passa a ser autônomo, ocupando-se da sociedade civil como um conjunto de relações sociais reguladas por leis próprias. E essa revolução burguesa fez-se sentir na filosofia, nas ciências e no mundo das idéias em geral, por ser também uma revolução racionalista. Então, nesse contexto, nasce a Economia Política empenhada em aplicar o estudo das relações entre os homens e o método científico do racionalismo.
Se opondo a essa revolução burguesa, destaca-se Marx que segundo ele surgiu e se desenvolveu como ciência da burguesia para facilitar a ascensão desta como classe dominante, na economia, no estado e na sociedade.
A economia política dos clássicos ingleses, que integra a perspectiva clássica-marxista, forneceu instrumentos conscientes para a luta ideológica e para a luta de classes em que a burguesia se encontrava empenhada contra o sistema feudal. Este período inicial do capitalismo caracterizou-se pelas sucessivas críticas às instituições feudais atribuindo para ela a responsabilidade pelo entravamento do desenvolvimento econômico, que só se resolveria com as novas relações capitalistas.
No momento em que a burguesia se instalou como classe dominante e a nova classe operária se conscientizou do antagonismo entre os interesses das duas, a evolução da sociedade capitalista e o desenvolvimento da economia política deixaram de interessar aos novos dominadores. A partir daí, a economia política burguesa perdeu seu caráter científico e se transformou em ideologia, passando a ser tarefa do proletariado e intelectuais ligados a essa classe o desenvolvimento da economia política como ciência.
Esse antagonismo de interesses reflete as ideias sociais de cada uma das classes que polarizam o conflito social assumindo a natureza de ideologia. As idéias conservadoras mistificam a realidade enquanto que as ideologias progressistas clarificam a realidade e constituem um estímulo ao conhecimento científico, como é o caso da ciência do proletariado e da ideologia burguesa no período de transição do feudalismo para o capitalismo.
A economia política marxista centra a sua atenção no processo de desenvolvimento das forças produtivas na sociedade capitalista, até que a classe operária tenha condições de impor sua própria emancipação mediante a expropriação dos expropriadores e o conseqüente desenvolvimento de novas relações de produção.
Para Marx, o objeto da economia política são as relações entre os homens no processo de produção. Por isso mesmo, pode-se considerar a economia política marxista também como uma ciência sociológica.
A perspectiva subjetiva-marginalista da época clássica abordava a ciência econômica como uma ciência preocupada no comportamento humano em relação à escassez, baseando-se na oferta e procura para analisar os problemas da economia.
A síntese apresentada em 1932 por Lionel Robbins mostra os problemas na economia em relação a escolha racional de produtos com os meios escassos, surgindo assim um custo oportunidade, considerando o sistema econômico como uma série de relações interdependentes, só que distintos entre homens e bens.
Alguns autores têm a economia como uma ciência, mas mesmo com essas teorias de objetivos de natureza político-ideológica não retira o seu caráter científico. Outros economistas a consideram como Economia Matemática, deixando assim de escrever os estudos em inglês, francês ou em português e escrevendo em matemática. Com isso a Economia Política corre riscos de se esquecer que é uma ciência social e transforma-se numa teoria pura.
A Economia Política não deve confundir-se com uma "técnica" e nem com uma "esotérica", pois os problemas da economia não são técnicos e sim políticos, logo não podem ser resolvidos por qualquer Economia Técnica e sim na esfera política.

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